Vida: Ensaiando um retorno.

Por 11 de fevereiro de 2016 Coisas da Nay, Dia a Dia

Não é a primeira vez que eu venho aqui escrever e dizer que pretendo voltar a postar em breve.

O Ap21G não morreu. A vontade de compartilhar inspirações e o meu dia a dia continua aqui. Mas se as coisas já estavam meio tumultuadas no primeiro semestre do mestrado no ano passado, no segundo semestre eu tive que abrir mão de tentar ter uma vida “normal” pra sobreviver.

Meu avô paterno morreu no comecinho de agosto. Queria ter feito um post sobre isso. Podia ter escrito um monte sobre todos os sentimentos envolvidos. Até aquela quinta-feira de manhã, na qual eu fui dormir com as malas prontas (porque eu já ia pra Brusque naquele dia mesmo) e acordei com várias chamadas não atendidas no meu celular (que ficou no outro quarto carregando) pra descobrir na sequência, vendo posts no Facebook, o que tinha acontecido na madrugada, eu nunca tinha perdido alguém tão próximo. Durante muitos anos da minha infância e até o início da adolescência, meu avó sempre foi muito presente, buscando e levando a gente na escola quando meus pais precisavam, e pra passear nos parques da cidade. Quando mudei pra Londrina anos atrás, ele estava começando a adoecer mas meus pais deram um jeito de levar ele (e a minha vó) até lá pra me fazer uma visita, talvez a última viagem mais longa que ele fez nos últimos anos de vida. Lembro daquele domingo no qual ele ficou encantando com um restaurante mineiro que tinha perto da JK com a Higienópolis onde almoçamos.

Foram quatro dias intensos e meio aéreos, até minha volta pro mundo real curitibano. No comecinho de setembro resolvemos adotar outro gato pra fazer companhia pro Leopoldo e a catsitter que cuidou dele nesses dias nos apresentou o Teodoro. Ele chegou aqui em casa meio doentinho, com diarreia, e a recepção do Leopoldo também não foi das mais calorosas. Resolvemos mantê-los separados. Nos dias seguintes o alarme soou e optamos por fazer um test de FeLV nele. Foi aí que um tornado passou aqui em casa.

Quando o primeiro teste deu positivo e a veterinária que vinha cuidando do Leopoldo não soube nos orientar a respeito, tivemos que buscar ajuda. Uma colega do mestrado me indicou a veterinária que cuidava dos gatos FeLV positivo da mãe dela. Tivemos que retestar o Teodoro e testar o Leopoldo via PCR, vacinar o Leopoldo com duas doses da quíntupla felina e manter uma quarentena que durou uns 2 meses, com o Teodoro no quarto e o Leopoldo no resto da casa. O Rafael dormindo como um mendigo com o Leopoldo na sala e eu sozinha na cama de casal com o Teodoro. Sim, foi turbulento. Pra piorar tudo o filhote maldito mijava em tudo. Ainda bem que uso protetor de colchão impermeável. Mas foi puxado.

Castramos o Teodoro em novembro (com sucesso!) e uma semana depois eles foram liberados pra conviver. Quem olha a minha casa hoje, com dois gatinhos fofinhos e super parceiros tocando o terror em dupla, não imagina como foi passar por tudo isso. Retrospectivamente, até que não foi tão difícil. Mentira. O dia que o exame de positivo confirmou a FeLV do Teodoro eu cai no choro, sentei no chão e chorei muito. Li relatos muito tristes sobre a doença. Não foi fácil aceitar que aquele filhote teria que passar por tudo isso. Mas no fim, eu e o Rafael assumimos o desafio de ter que aprender a lidar com tudo isso juntos, também. O Teodoro continua positivo, mas está assintomático e vamos fazer o possível para mantê-lo assim. No fim, é um jeito de aprender a lidar com coisas que não temos como controlar. Gatos FeLV+ também merecem um lar. Meu gordinho ronronador vive colocando sorrisos no meu rosto e não me arrependo nem um pouco do dia que ele entrou aqui em casa.

Enquanto tudo isso acontecia, o semestre andava a passos largos lá no PPGAdm. O Rafael começou a dar aula em duas universidades, isso com a agenda de cursos do semestre já fechada e com o processo seletivo do doutorado (no qual ele foi aprovado \o/) rolando.

Quando dezembro chegou, eu estava atolada de coisas pra entregar, e nenhuma vontade de continuar estudando. Estava completamente esgotada quando acabaram as aulas. Ah, aí fiz a minha planejada sexta tatuagem, as tais flores de cerejeira no braço direito, com um amigo do Rafael de Londrina que veio pra cá. Daí veio Natal, final de ano… todas aquelas coisas. E eu só queria ficar em casa. Curtindo meu namorido, vendo filmes e seriados e brincando com meus filhos felinos.

Estamos em fevereiro e eu até já entreguei uns trabalhos, tive orientação pra qualificação e tô escrevendo um artigo pra submeter ao EMA 2016, ainda tentando assimilar tudo que rolou em 2015. No final do mês começa o meu estágio docência, e no final de março preciso entregar o bendito projeto de qualificação.

Dois mil e quinze foi um ano turbulento, e embora 2016 tenha começado parecendo uma continuação disso, juro que vou me esforçar pra fazer desse ano um ano mais leve. Tive um chefe que, apesar de ser meio ausente, me ensinou uma coisa importante, que preciso lembrar mais. Quando eu ligava pra reclamar, de qualquer coisa, a primeira frase dele sempre quebrava o meu modo reclamona e me fazia voltar umas três casas no jogo da vida. Como esse é o meu primeiro post de 2016, e não sei quando vou conseguir voltar a postar aqui, fica um recado pra mim mesma sobre quem-eu-quero-ser-esse-ano.

Já sei que tem algo errado, não precisa perder tempo me explicando tudo, vamos direto pra solução. O que precisamos fazer pra dar certo?

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Vida: Mestrado não tem férias.

Por 5 de julho de 2015 Coisas da Nay, Dia a Dia

O tempo segue voando por aqui. Já passamos da metade de 2015, e o meu primeiro semestre de aulas presenciais terminou oficialmente semana passada. Digo primeiro semestre, e presencial, porque desde sexta-feira estou fazendo uma disciplina de Processo Pedagógico do Ensino Superior que sim, acontece nas férias (e é presencial), quando eu ainda tenho três artigos pra escrever e entregar das outras disciplinas. Ou seja, não posso nem cogitar parar.

Mas sabe o que é pior? Esse ritmo meio doido vicia. Outro dia, entre o final das disciplinas e o começo dess disciplina, não tinha nada “obrigatório” pra ler e me bateu uma bad, haha. Tipo, o que eu faço agora? Já tô até cogitando tentar emendar um doutorado aí, coisa que até bem pouco tempo atrás achava muita loucura.

De qualquer maneira, voltei pra deixar registrado o que aconteceu no último mês, que por incrível que pareça, não foi só estudo (apesar de ter sido bastante isso).

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No comecinho de junho fomos pra São Paulo ver o show do Tigers Jaw que rolou por lá, e apesar da correria (o show foi em pleno feriadão, mas optamos por ir de ônibus, saímos no sábado de manhã e voltamos no domingo à noite logo depois do show, já que ainda temos dificuldades em deixar o Leopoldo sozinho por mais tempo, mesmo pagando uma cat sitter pra vir dar uma olhada nele), foi bom ter saído um pouco de casa.

Mesmo tendo ido pra São Paulo a trabalho mais de 10 vezes ano passado, não visitava a Pinacoteca desde 2013, e é um lugar qeu eu adoro voltar! Como passamos só uma noite por lá, ficamos no Blue Tree da Paulista, super bem localizado, e no sábado a noite demos um rolê massa com um amigo. São Paulo parece super assustadora pra quem é de fora, mas muitas vezes me sinto mais segura lá do que aqui em Curitiba. E o show também foi  incrível, o Tigers Jaw é uma banda que tem muito potencial de ser algo bem maior, se eles quiserem, claro.

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Mal cheguei de São Paulo e fui dar um pulo em Brusque (no fim de semana seguinte!), daí voltei e entrei no meio do furacão das semanas finais do semestre e encerrramento das disciplinas. Foi louco, mas é realmente incrível ver o quanto evoluímos e aprendemos em quatro meses. Ninguém mais tem medo de artigos de 30 páginas com várias tabelas estatísticas, uhu! \o/

Também ganhei um orientador, finalmente, e assim que superar essa fase dos artigos posso finalmente começar a trabalhar no tema da minha dissertação com mais afinco! Não vejo a hora. ;D

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Por fim, essa semana tivemos um seminário especial na PUC segunda-feira, com o professor Wagner Kamakura, brasileiro que dá aulas na Rice University no Texas e já foi editor do Journal of Marketing Research. Foi bem bacana ter contato com os modelos pra uso de dados secundários em pesquisas acadêmicas que ele apresentou, e com toda a realidade acadêmica lá de fora.

E ontem rolou churrasco do PPGAdm na chacará da Professora Jane! Foi legal ver o pessoal das linhas de pesquisa reunidos… nem parece que conheço todo esse povo há apenas quatro meses.

Pra dar uma arejada na cabeça, vale contar, também retomei a vida social nesse período e consegui sair com um pessoal com quem já trabalhei em outras temporadas da vida, com o pessoal do Anticast e fui até ver a Orquesta Sinfônica do Paraná tocando a trilha sonora com a projeção do Metropolis hoje! E depois ainda fomos almoçar no Nova Polska com amigos queridos.

Admito que conversar exige um certo esforço, mas tô me esforçando pra achar o meu lugar no mundo de novo. Minha vida mudou bastante nesses últimos meses, mas não vale a pena reclamar. Continuo sem férias, como nos últimos cinco anos, mas sinto, pela primeira vez, que é por algo no qual realmente pode fazer alguma diferança (algum dia)!

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Vida: Um Dia de Cada Vez

Por 4 de junho de 2015 Casa, Coisas da Nay, Dia a Dia

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Que fase, gente. Que fase. Faz um tempo que eu venho aqui e penso “quero escrever sobre o mestrado” – afinal, esse é o resumo da minha vida há 3 meses, mas paro por simplesmente não ter palavras pra explicar. Já tinha previsto que essa seria uma fase mais introspectiva, de muito aprendizado, mas preciso ser mais clara: minhas previsões foram levianas. O mestrado é muito mais que isso.

Primeiro, que é uma fase de desconstrução intensa, tijolinho por tijolinho, das coisas que você tem como certas. O tal do conhecimento científico tem esse poder, de te deixar questionando tudo e todos. Aos pouquinhos, tô dizendo “tchau” praquela Nayara que eu conhecia e aceitando que essa experiência não tem mais volta.

Abrir mão dos planos pro futuro próximo, das férias e da estabilidade financeira é fichinha perto de ter que lidar com o fato de que tudo que estudei e aprendi nesses quase 30 anos de vida à respeito da área que eu pesquiso não é absolutamente nada perto do que tem pra aprender. Juro que tem horas que me sinto sacaneada pela vida, mas talvez seja esse o sentimento mesmo.

Estamos oficialmente na décima terceira semana de aulas (embora todas as disciplinas estejam na décima segunda aula) e é difícil contar tudo o que “conheci” até aqui, entre as diversas teorias das organizaçõesmetodologias de pesquisa e técnicas estatísticas de cruzamento de dados e sobre a história dos estudos em marketing (pra conseguir entender melhor as perspectivas contemporâneas sobre o assunto).

O que posso afirmar, por enquanto, é que tudo que eu achava que sabia é muito pouco perto de todas as novas maneiras de pensar Administração (e Comunicação e Marketing e tudo junto) desse universo que comecei a conhecer nos últimos meses.

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Como eu ainda não consegui digerir direito as coisas pra transformar isso em algo tangível (quero muito tentar), só me restam contar as novidades do meu mundo “objetivo“.

Comecei a ter muitas dores de cabeça e perceber que fazia um esforço imenso pra enxergar o quadro/slides projetados, e não deu outra. Fui no oftalmologista depois de uns anos (sempre enxerguei bem e saia de lá sem nenhuma indicação) pra descobrir que tenho 0,5 de miopia nos dois olhos. É pouco, mas o suficiente pra me incomodar bastante, por isso agora uso óculos em boa parte do tempo. Faz uma diferença imensa. Vale contar também: encontrei essa armação no PolloShop, pertinho de casa, na Ótica Lens. É da Marc by Marc Jacobs, não foi exatamente barata mas morri de amores e não consegui deixar ela lá e continuar procurando, rs.).

Na outra foto, o Bloco Azul do Campus do Jardim Botânico da UFPR, onde estudo, vivo e estou quase todos os dias. É bem engraçada minha relação com esse campus, porque eu quis muito estudar na federal durante toda a minha vida – na adolescência queria muito ir pra UFSC, depois pra UFPR, acabei passando pela Univali, pela UEL e pela FAE antes disso mas eis que finalmente cheguei lá (pra descobrir que ela não é nada do jeito que eu imaginei, rs).

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Comprei um milhão de canetas marca-textos coloridas da Stabilo e comecei a estudar mais no modo analógico, primeiro por que meu olho tava doendo e segundo por que a variação de estímulo favorece o meu processo de aprendizado. De brinde, ganho a companhia do Leopoldo nesse frio. No fim, esse é o verdadeiro livro de colorir para adultos, rs. E quando você tem um monte de páginas pra ler em pouquíssimo tempo, parece que ele passa ainda mais rápido mesmo. =/

Também adquirimos uma maravilhosa máquina de waffles aqui pra casa! Era uma vontade antiga, e foi uma felicidade quentinha pro inverno. Por enquanto, só fizemos a receita da massa que vem na embalagem, e experimentamos algumas coberturas diferentes… minha preferida é essa com sorvete de frutas do bosque e morangos.

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E como não poderia faltar um update da casa, mês passado demos aquela passada na Leroy Merlin pra finalmente executar esse projeto de prateleira que tava há vários meses nos planos, pra colocar os cactos e outras coisas pequenas. Basicamente, o Rafael comprou essa “ripa” de madeira e prendeu por baixo e por cima com os cabos de ferro. Não dá pra colocar coisas muito pesadas (como livros, por exemplo) e que o Leopoldo nem pense em subir nela, mas foi bem simples de fazer e o resultado ficou amor!

Também aproveitamos pra comprar molduras prontas pra colocar dois pôsteres que estavam há anos rolando pra lá e pra cá aqui em casa na parede. Agora a serigrafia do show do Pearl Jam em Curitiba em 2011 e o desenho que brilha no escuro que venho de Buenos Aires em 2008 fazem companhia pra outra serigrafia, da tour do Murder By Death e pra reprodução da exposição do Cartier-Bresson no MoMa, que eu trouxe daquela viagem pra NY em 2010.

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